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Queijos do Vale do Matutú



Texto Sandrinha Coelho

Fotos Cláudia Adaid


Quem já ouviu falar nos queijos do Vale do Matutú, na cabeçeira das águas da Serra da Mantiqueira?

Queijos de Aiuruoca e de Alagoa?





Regiões famosas pelos seus queijos de leite cru, artesanalmente feitos no Sul de Minas Gerais.

No livro “Primeiros descobridores das minas do ouro na Capitania de Minas Gerais” do Cel. Bento Furtado de Mendonça, ele cita alguns relatos que acho importante mencionar: “assim se denominou um descobrimento, ao sul das minas, por alusão a um penedo cheio de orifícios, em que se aninhavam e se reproduziam os papagaios”. Este é um dos relatos da época que retrata a primeira notícia da descoberta da região e descreve com detalhes o Pico do Papagaio.





E é nesta região descoberta pelo Padre João de Faria Fialho, repleta de montanhas, cachoeiras e muita natureza envolvida, com altitude de mais de mil metros, que fica o Município de Aiuruoca.

Algumas pessoas da região dizem que o nome significa “casa do papagaio” e outras a chamam “terra de Ayuruãs”, nome dado pelos indígenas que lá viviam. Mas a melhor denominação para Aiuruoca, digo, “Ajuru – oca” vem da língua tupi e significa Ajuru =Papagaio + Oka = Casa.

Aiuruoca é a porta de entrada para os 15 vales ali existentes.

O mais procurado destes vales é o Vale do Matutú, por ter sido uma rota importante na peregrinação dos indígenas e por isto é considerado um vale sagrado. Além de ser a cabeçeira das águas da Serra da Mantiqueira!






Agora que já conhecemos um pouco sobre a região, vamos falar de QUEIJOS!!!!






Uma das primeiras referências sobre produção de queijo na região data de 1819. Citação esta inserida no livro “Viagem a Nascente do Rio São Francisco, de Auguste de Saint Hilaire.

(…) “Tão logo o leite é tirado coloca-se nele o coalho, o que o faz talhar-se instantaneamente. O Coalho mais usado é o da Capivara, por ser mais facilmente encontrado. As formas são de madeira e de feitio circular, tendo o espaço livre interno mais ou menos do tamanho de um pires. Estas formas são colocadas sobre uma mesa estreita, de tampo inclinado. O leite talhado é colocado dentro delas (…). Em seguida a massa é exprimida com a mão, e o leite que escorre cai dentro de uma gamela colocada em baixo”.







Diante da quantidade de queijos produzidos na região, vou ressaltar nesta matéria os queijos de Alagoa. Um queijo especial, delicioso, artesanalmente feito nesta região de vales, no Sul destas nossas Minas Gerais.

Hoje em Alagoa são mais de 138 famílias produzindo e comercializando este queijo artesanal, criando oportunidades de trabalho, aumentando a produtividade no comércio e impulsionando o turismo da cidade.

Queijos “estrelas” com premiações na França em 2017 e 2019! Bronze no Mundial du Fromage!

Queijos premiados também aqui no Brasil, entre eles o queijo fumacê, Medalha de Ouro no Mundial do Queijo em Araxá MG em 2019 e o melhor queijo artesanal de leite cru do Brasil – Super Ouro no III Prêmio Queijos Brasil.








Vários turistas vindos do exterior e também de outros estados chegam à Serra da Mantiqueira para conhecer a “Rota do Queijo e do Azeite”.

Sim… Um roteiro de queijos e azeites nas montanhas de Minas!

Sabe aquele azeite puro com sabor frutado e de baixo teor de acidez?

Pois é, lá você encontra….

A região tem plantações de oliveiras. De origem espanhola, a Arbosana e Arbequina, de origem grega, a Koroneiki e a de origem brasileira, a Maria da Fé.

Com azeite premiado na Espanha em 2019!







E as montanhas altas e mágicas da Mantiqueira?

Estas não ganharam prêmio nenhum….

Pois premiado é quem vai até o Pico do Papagaio, em Aiuruoca, a uma altitude de 2.105m e admira aquela paisagem, respira aquele ar puro, desfruta das geléias de frutas silvestres, do café feito na hora saboreado com um delicioso e avantajado pedaço de queijo artesanal…. Hummmm!!! Este sim é com toda certeza o premiado!!





Agora que vocês já sabem um pouco da região, dos queijos e do azeite, devem estar se questionando de como desfrutar destas delícias da Mantiqueira.

Passo aqui a solução…

Claudia Adaid, empresária, empreendedora e fotógrafa por natureza é proprietária do Chalé Portal Sagrado do Matutu. Começou a trazer queijos e azeites para consumo próprio, depois para os amigos, a família e os amigos dos amigos. De 50 kg de queijos que trazia, agora traz 500 kg! Uma divulgadora e incentivadora dos produtos locais da região.

Hoje em dia entrega o queijo nos melhores empórios de Lagoa Santa e também para nós, apreciadores insanos de queijo, que não deixamos faltar queijo em casa…

E como fotógrafa, registra cada passo e conta um pouquinho de cada história vivida na região. Me enviou todas as fotos que ilustram esta matéria!





E querem comprar e saber mais sobre os queijos do Matutú?

Sigam o insta: @queijosdomatutu

Cláudia Adaid – 31 99842 0015

Proprietária do Chalé Portal Sagrado do Matutu @chaleportalsagradodomatutu

Empreendedora dos queijos do Matutú

Fotógrafa

Caminhante e aprendiz nesse blue planet

E como diz a Cláudia: “sabe aquele café que dá um cheirinho irresistível pela manhã e até te acorda com vontade de levantar mais cedo?

Pois é, lá você encontra…”