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O Jardim das Delícias Terrenas




Apaixonado por arte que sou desde a tenra idade, tive em casa as primeiras experiências e aprendizados. Minha tia Diane Valdez, sobretudo em aquarela e nanquim, fazia desenhos alegres e coloridos, muitos dos quais fazem parte de livros infantis e didáticos espalhados pelo Brasil. Minha Mãe, por sua vez, teve um período que se dedicou ao Óleo Sobre Tela, pintando o “mar”, com diversos nuances e emoções. Em suas pesquisas e inspirações comprava diversos livros de conhecidos artistas e assim, iniciou minha trajetória no magnífico mundo das artes.


Em uma tarde fria de novembro adentrei ao Prado, o museu mais importante da Espanha, cuja construção se deve à Maria Isabel de Bragança, rainha da Espanha e Irma de Dom Pedro I do Brasil. Meu maior interesse era passar horas analisando Goya, principalmente o período que satirizava a religião, em especial o Tribunal da Santa Inquisição, tema que sempre me despertou imenso interesse e intriga, todavia, me deparei com a obra que julgo ser a mais extraordinária de todas que conheço: “O Jardim das Delícias Terrenas”, tornando todas as demais, coadjuvantes daquele grande espetáculo de beleza.


O Jardim das Delícias Terrenas é um tríptico de Hieronymus Bosch de 1504, que descreve a história do Mundo a partir da criação, apresentando o paraíso terrestre e o Inferno nas asas laterais. Ao centro aparece um Bosch que celebra os prazeres da carne, com participantes desinibidos, sem sentimento de culpa.


O trítico apresenta, no painel esquerdo, uma imagem do paraíso onde se representa o último dia da criação, com Eva e Adão, e no painel central representa a loucura solta: a luxúria. Nesta tábua central é onde se representam todos os prazeres carnais, que são a prova de que o homem perdera a graça. Por último temos a tábua da direita onde se representa a condenação no inferno; nela o pintor mostra um palco apoteótico e cruel, no qual o ser humano é condenado pelo seu pecado.



O quadro quando fechado




Quando fechado, na sua parte exterior alude ao terceiro dia da criação do mundo. Representa um globo terráqueo, com a Terra dentro de uma esfera transparente, símbolo, da fragilidade do universo.



Qualquer descrição que eu faça, mesmo buscando a fidelidade de minhas emoções, ainda será indigna, ante a grandiosidade da obra com suas minúcias e detalhes, pelo que deixo a cargo de cada um, assim como uma sugestão, quando visitar Madrid, a contemplação e interpretação desta, que como dito, considero a Obra mais extraordinária que conheço.



Você Sabia?





As rosas estão entre as flores mais antigas a serem cultivadas. A primeira parece ter crescido nos jardins asiáticos há 5000 anos. Na sua forma selvagem, a flor é ainda mais antiga. Fósseis dessas rosas datam de há 35 milhões de anos. Muitas variedades de rosas foram perdidas durante a queda do império romano e a invasão mulçumana na Europa. Após a conquista da Pérsia no séc. VII, os mulçumanos desenvolveram o gosto pelas rosas e, à medida que seu império se estendia da Índia à Espanha, muitas variedades de rosas foram novamente introduzidas na Europa e se espalharam pelo mundo.





Matéria de David Faria para o Jornal Espaço Horizonte



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