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Juiz de Fora, a Princesa de Minas



Na última semana de maio, do dia 26 a 28, indicadas pelo amigo abrajeteano João Carlos Amaral, fomos convidadas, eu, Sandrinha Coelho do Jornal Horizonte e Cristiane Nobre, também colunista deste jornal e nestes dias representando o Jornal MG Turismo, para um special weekend, representando também a Abrajet Minas.


O convite partiu da Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria de Turismo (Setur), em nome do Secretário de Turismo, Marcelo do Carmo e sua equipe, para passar um final de semana na cidade e fazer um tour para conhecer os atrativos turísticos, a gastronomia e muito mais, como vou contar aqui para vocês.



Mirante do Cristo Redentor



Paço Municipal onde fica a Secretaria de Turismo e outras secretarias




A cidade de Juiz de Fora, localizada na Zona da Mata Mineira, a “Manchester Mineira”, à época em que seu pioneirismo na industrialização a fez o município mais importante do estado, caracteriza-se, na atualidade, como um polo que concentra atividades ligadas ao comércio e à prestação de serviços, em especial, nas áreas de saúde e educação.



Trecho da Rodovia Companhia União e Indústria. Fonte: TRIBUNA de Minas, 1997



Ainda em meados do século XIX, a contribuição de imigrantes alemães e italianos foi relevante para a construção da Rodovia União Indústria – concluída em 1861, ligando a cidade de Petrópolis a Juiz de Fora.


Foi a primeira rodovia calcetada da América Latina, inaugurada em 23 de junho de 1861 por Dom Pedro II.




Por volta de meio dia da sexta feira, o carro oficial da Prefeitura de Juiz de Fora nos buscou em minha casa, de onde partimos confortavelmente para Juiz de Fora.


Sandrinha Coelho e Cristiane Nobre no carro oficial da Prefeitura de Juiz de Fora a caminho da "Princesa de Minas"



Fomos gentilmente hospedadas pelo Ritz Hotel, que fica na Avenida Rio Branco, uma das mais importantes da cidade, com muito conforto e uma agradável acolhida.


Recepção do Ritz Hotel



Ritz Hotel e o conforto dos quartos



Neste mesmo dia fomos convidadas a participar de uma cerimônia, onde a Prefeita Margarida Salomão, assinou um decreto permitindo que os produtores de cervejas artesanais da cidade vendam seus produtos nas praças públicas durante os finais de semana, abrindo assim as comemorações da Festa da Cerveja.


Também foi lançado o evento “Dia Internacional do Torresmo” que será comemorado no dia 25 de agosto deste ano.


Sandrinha Coelho, a Prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão e Cristiane Nobre




Cobertura do II Festival da Cerveja de Juiz de Fora



Neste dia 27 de maio, o “Dia da Cerveja”, a União dos Cervejeiros da Zona da Mata (UniCerva) promoveu no Parque Halfeld, considerado um dos principais cartões-postais da cidade, a segunda edição da “Festa da Cerveja”, dentro de uma praça de alimentação, muito organizada e bem montada.


O festival contou com mais de 24 cervejarias locais que possuem diversas premiações nacionais e internacionais. Foram 3 dias de festa, com uma programação cultural intensa.


A cerveja, um dos grandes produtos turísticos da cidade, faz parte da formação social de Juiz de Fora. As cervejarias já tem mais de 150 rótulos, sendo que 24 delas já tem a certificação do MAPA.



Entrevista com Marcelo do Carmo, Secretário de Turismo de Juiz de Fora




Participamos da festa, experimentamos várias cervejas e seguimos com o secretário Marcelo do Carmo, para um jantar no Empório do Sabor, bar campeão do Comida di Buteco 2019, onde degustamos uma saborosíssima comida di buteco, acompanhados, lógico, de uma cerveja gelada e drinks maravilhosos.




Bolinho de feijoada do Empório do Sabor



O delicioso prato Da Roça para o Buteco! - do Empório do Sabor

Linguiça artesanal feita pela casa com molho de tomate fresco guarnecido de pãozinho para raspar, acompanhado de um crocante chips de mandioca, seguida de creme de queijo minas curado



Sandrinha Coelho, Presidente do Jornal Horizonte com Cristiane Nobre, do Jornal MG Turismo, entre Thiago Nonato e Mariana Lima, proprietários e chefes do Empório do Sabor, e à frente, Marcelo do Carmo, Secretário de Turismo de Juiz de Fora, degustando as comidas di boteco do Empório do Sabor



Marcelo do Carmo, Secretário de Turismo de Juiz de Fora, no Empório do Sabor





No dia seguinte, sábado, passeamos pelo centro da cidade, acompanhadas por Luiz Alberto Guilhermino, Gerente de Comunicação, Marketing e Eventos Turísticos da Secretaria de Turismo de JF, nosso querido Kaká, e sua calorosa equipe, as meninas Mayara Cristina Souza Paiva, Tathyana Hill e o jornalista Felipe Fernandes.


Fizemos um tour a pé pelo núcleo histórico e arquitetônico no coração comercial da cidade.


Caminhamos por este eixo monumental que nos levou a uma vasta admiração arquitetônica até a Praça da Estação e me encantei com vários palacetes de linguagens ecléticas e art decó.




Sandrinha Coelho na esquina da Av. Rio Branco com Rua Halfeld e ao fundo o edifício Clube de Juiz de Fora




Sandrinha e Cristiane passeando na Av. Rio Branco




Cristiane Nobre na esquina da Av. Rio Branco com Rua Halfeld e ao fundo o edifício Clube de Juiz de Fora



Linguagens ecléticas e art decó pelas ruas centrais


Linguagens ecléticas e art decó pelas ruas centrais



Linguagens ecléticas e art decó pelas ruas centrais



Linguagens ecléticas e art decó pelas ruas centrais



O Edifício modernista Clube de Juiz de Fora, na esquina da rua Halfeld com a Avenida Rio Branco contém um brise-soleil na fachada para a avenida Rio Branco e no térreo, uma obra de riquíssima beleza, um painel com os clássicos azulejos pintados de Candido Portinari, medindo 10 metros de comprimento por 4 metros de altura, intitulada “As Quatro Estações,” adquirido em 1956.


Na fachada da Rua Halfeld, o edifício exibe orgulhosamente uma linha composta pelos painéis em pastilha com o desenho de cavalos, de Candido Portinari e Paulo Werneck, ocupando 10 andares dos 16 pavimentos desta fachada, e pelas amplas esquadrias em guilhotina, em uma simbiose perfeita entre arte e arquitetura.



Painel com azulejos pintados por Candido Portinari no Edifício Clube de Juiz de Fora




Edifício Clube de Juiz de Fora - painéis em pastilha com o desenho de cavalos, de Candido Portinari e Paulo Werneck




Prédio Clube de Juiz de Fora, com brise-soleil na fachada




O prédio do Museu do Crédito Real, o primeiro banco mineiro concebido na época do império, autorizado por D Pedro II a funcionar como instituição financeira atendendo cafeicultores e comerciantes da época.


Belíssima fachada do Museu do Crédito Real




Museu do Crédito Real




Se destaca por sua volumetria e fachada, o Edifício do Banco do Brasil, projetado por Oscar Niemeyer, com uma larga escada helicoidal, planta livre e o brise-soleil, em veneziana, que cobre toda a fachada voltada para a Av. Getúlio Vargas. Todos, elementos do modernismo preconizados por Le Corbusier”.



Edifício do Banco do Brasil




A Praça da Estação traz um passado de riqueza e representa uma fase da industrialização da cidade, portanto é uma importante e histórica praça em Juiz de Fora.


A praça surgiu com a construção da estação da Estrada de Ferro Dom Pedro II em 1875. Era a porta de entrada da cidade pois o transporte ferroviário era a principal via de acesso à cidade. Recebeu este nome em homenagem a um médico muito conhecido na cidade no século XIX, Dr. João Nogueira Penido.


Estação ferroviária de Juiz de Fora - foto de 1907




Prédio da Estação Ferroviária



Prédio da Estação Ferroviária



O complexo da Praça Doutor João Penido, a Praça da Estação, abriga a Associação Comercial, criada em 1896, a entidade mais antiga de Minas Gerais, com projeto arquitetônico de Rafael Arcuri e pintura interna de Ângelo Bigi.



Associação Comercial de Juiz de Fora




Nesta praça, podemos observar vários prédios históricos e memoráveis de valor arquitetônico e histórico.



Grande Hotel Renascença



Cristiane Nobre e Sandrinha Coelho na Praça da Estação de Juiz de Fora



Sandrinha Coelho em frente a uma porta antiga de uma das edificações da Praça da Estação




Prédio da Estação Ferroviária





O Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, antiga sede da Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas, tombado pelo patrimônio municipal, preserva suas características, inclusive a chaminé em tijolos maciços e abriga o mercado municipal e um centro cultural.



Fachada frontal do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, antiga sede da Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas



Antiga sede da Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas



Antiga sede da Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas que preserva toda a edificação



Fachada do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas



Fachada do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas




Finalizamos a caminhada da manhã no Cine Theatro Central, um dos principais bens do patrimônio cultural de Juiz de Fora e tombado pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


O Cine Theatro Central foi inaugurado em 1929, cujo projeto arquitetônico de Rafael Arcuri, levou apenas 1 ano e 4 meses para ser finalizado, com todos os acabamentos e pinturas internas também finalizadas.


É um dos principais patrimônios culturais da cidade, com características clássicas em seu interior e ornamentação interna neoclássica com inspirações muralistas italianas de autoria do pintor Angelo Bigi. Vale resaltar o amplo vão sem pilastras da plateia, sustentado por uma estrutura metálica vinda da Inglaterra.


A fachada, com influência art decó não retrata a imensidão e grandiosidade do interior do Cine Theatro Central. Ficamos extasiadas com tanta arte e beleza!



A grandiosidade do interior do Cine Theatro Central



Teto com uma rosácea de madeira vazada para a melhor circulação do ar



Uma das pinturas do hall de entrada



A beleza do mosaico do piso de pastilhas



Todas as pinturas das paredes da entrada foram pintadas manualmente



Detalhe do vão livre e capacidade para 1.851 lugares



Visita guiada especialmente para nós, convidados



Cristiane Nobre e Sandrinha Coelho em frente ao Cine Theatro Central



A fachada, com influência art decó



Fachada com influência art decó




Depois deste passeio cultural fizemos uma pausa para almoço no Espaço Café Central, ao lado do Cine Teatro. Comida deliciosa!



Almoço no Espaço Café Central



Partimos então para a visita no Convento da Igreja da Glória, local de produção da Cerveja artesanal Hofbauer, onde fomos recebidas pelo Padre Jonas Pacheco, responsável pela atual produção da cerveja.


Produzida desde 1894 até os dias atuais, a cerveja é produzida nos equipamentos originais da época dos primeiros Missionários Redentoristas holandeses que chegaram ao Brasil.


Depois de degustarmos muita cerveja, acompanhada de queijos e quibe de cevada, também fabricados pelos missionários, partimos para a Festa da Cerveja no Parque Halfeld, e com certeza, com várias rodadas das mais diversas cevadas.



Convento da Igreja da Glória



Cerveja artesanal Hofbauer



Sandrinha Coelho, Padre Jonas Pacheco e Cristiane Nobre



Explicação sobre a produção da cerveja





À noite fomos convidadas a jantar no Sublime Ristorante, onde nos surpreendemos com a acolhida, o local, a decoração típica italiana, a variedade da carta de vinhos e é logico, com o cardápio de pratos genuinamente italianos, introduzidos por seu proprietário, Mauro Cavaca.


E acreditem, finalizamos com sorvetes italianos da casa produzidos com insumos importados da Itália. Perfeitos!



Salmão acompanhado de legumes salteados



Pasta da Nona



Octávio Costa , Presidente da ABI e sua esposa Zoia Prestes que vieram do Rio de Janeiro a convite da Secretaria de Turismo, Luiz Guilhermino ( Kaká ) e sua esposa Malú Guilhermino, Cristiane Nobre e Sandrinha Coelho jantando no Sublime Ristorante



Ambientação do Sublime Ristorante




Depois deste dia recheado de emoções, cultura, arte, excelente gastronomia e muita cerveja, realmente tivemos que partir para os “Braços do Morfeu” para nos preparar para o dia seguinte.




Domingo de sol, dia lindo e após um maravilhoso café da manhã no Ritz Hotel , que fica a apenas uma quadra do Parque Halfeld, para lá partimos a fim de conhecer e degustar mais algumas marcas de cerveja.



Excelente começo do dia!



Só experimentando....



Fomos gentilmente presenteadas pelas diversas marcas da Cervejaria Soviet com vários rótulos da marca.


Cervejaria Soviet


Fomos presenteadas com vários rótulos da Cervejaria Soviet




Depois de degustar várias marcas das cervejas artesanais produzidas na cidade, seguimos com o Kaká (Luiz Guilhermino) para uma visita guiada ao anexo do Museu Mariano Procópio, inaugurado em 1922, com um acervo de mais de 53 mil itens.


A casa do comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, hoje Museu Mariano Procópio, após 16 anos fechado para reformas, foi reaberta no dia 31 de maio, três dias após nossa partida de Juiz de Fora.


Infelizmente não estávamos presentes para participar deste dia solene, cuja data também é celebrada o aniversário da cidade, que comemorou 173 anos de vida e de sua emancipação política.


Parabéns Juiz de Fora!




Museu Mariano Procópio



Área externa do Museu Mariano Procópio




O acervo do Museu Mariano Procópio, contém mobiliários e objetos da família imperial, obras de arte brasileiras e estrangeiras. Com um enorme e inestimável acervo de valor histórico, artístico, científico, com diversificadas peças de história natural, documentos, fotografias e muita arte.


Mas voltaremos para conferir e contar todos os detalhes deste valiosíssimo museu.


Acervo do Museu Mariano Procópio com mobiliários e objetos da família imperial



Acervo do Museu Mariano Procópio com mobiliários e objetos da família imperial





Fios de Memória



Visitamos algumas galerias já abertas e nos deparamos com um riquíssimo acervo escolhido pelos curadores para serem admirados pelo público.


Idealizado e fundado pelo colecionador Alfredo Ferreira Lage, filho do comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, o Museu ocupou a sede da chácara, hoje denominada Villa Ferreira Lage, de propriedade da família. Fica localizado ao centro de um parque, que valoriza a flora exótica e brasileira, cujo projeto paisagístico é atribuído ao francês Auguste François Marie Glaziou.


A ampliação do acervo de Alfredo Ferreira Lage levou à construção de um prédio anexo, a galeria de Belas-Artes, inaugurada em 13 de maio de 1922. Trata-se da primeira edificação brasileira construída com finalidade de ser museu. O planejamento de arte, onde se destacam o lanternim e a claraboia, é de Rodolpho Bernardell.


Fica localizado no alto de uma colina, revelando-se uma obra de arte em estilo neorrenascentista, cujo projeto é de autoria do arquiteto alemão Carlos Augusto Gambs.



Foto da época - residência e chácara de Mariano Procópio



Museu Mariano Procópio



Pátio externo do Museu Mariano Procópio



Acervo do Museu Mariano Procópio



Visitantes admirando o acervo do Museu Mariano Procópio



Placa na entrada do Museu Mariano Procópio



Cristiane Nobre admirando umas das obras do acervo do Museu Mariano Procópio



Acervo do Museu Mariano Procópio




Uma manhã de imersão cultural na história e na arte, com aprendizado de valor e conteúdo inesgotável e inigualável.



Logo ao lado do Museu Mariano Procópio, o almoço nos aguardava no restaurante Pro-copão, que já funciona no local há 97 anos e cujos proprietários, Sérgio Alves e sua filha Bárbara, nos receberam com todo carinho e com pratos deliciosamente maravilhosos, como manda a boa receptividade mineira e o jeito mineiro de ser.


Nossas melhores companhias para o almoço, Marcelo do Carmo, Secretário de Turismo de Juiz de Fora, o Kaká, Gerente de Comunicação, Marketing e Eventos Turísticos da Secretaria de Turismo de JF e Higor Soffe, designer gráfico da Secretaria de Turismo, que nos acompanharam durante os três dias em Juiz de Fora.



Fondue de Torresmo



Sex on the beach



Fondue de Torresmo



Drinks deliciosos



Especialidade da casa



Especialidade da casa



Kaká, Gerente de Comunicação, Marketing e Eventos Turísti