Casa dos Açores de Minas Gerais inicia agenda estratégica de integração institucional e empresarial com o arquipélago português
- espaco horizonte
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Recém-criada, a Casa dos Açores de Minas Gerais, 19ª Casa Açoriana no mundo, já dá os primeiros passos de uma atuação ambiciosa e estruturada, voltada ao fortalecimento dos laços históricos, institucionais e empresariais entre o Estado de Minas Gerais e o arquipélago dos Açores, em Portugal.
A instituição, fundada em 2025, nasce com o propósito de resgatar e valorizar a herança açoriana em Minas, ao mesmo tempo em que se posiciona como um importante elo contemporâneo de cooperação econômica, cultural e institucional entre os dois territórios. Segundo o seu presidente, Claudio Motta, a Casa encontra-se em plena atividade desde a sua criação, com uma agenda concreta de ações e projetos já em curso.
A consolidação dessa atuação ganhou impulso internacional com a participação de Motta no Congresso Mundial Açoriano, realizado recentemente em Fall River, na Nova Inglaterra (Estados Unidos), um dos mais relevantes encontros da diáspora açoriana. Foi nesse contexto que tiveram início as articulações para a realização do Primeiro Encontro Empresarial Minas Gerais–Açores, iniciativa considerada estratégica para a aproximação entre empresários mineiros e o mercado açoriano.
“O projeto foi concebido em duas etapas interligadas, com foco claro na geração de oportunidades econômicas, na troca de experiências e no fortalecimento das relações empresariais e institucionais entre Minas Gerais e os Açores”, explica o presidente.
A proposta central é apresentar aos empresários mineiros, especialmente dos setores de leite, queijos e derivados, áreas nas quais Minas Gerais possui reconhecida excelência, o potencial produtivo, tecnológico e comercial do arquipélago. Além disso, a iniciativa contempla empresários de outros segmentos interessados em conhecer o ambiente de negócios açoriano, suas políticas de incentivo, localização estratégica e acesso facilitado ao mercado europeu.

A primeira etapa do encontro empresarial ocorrerá nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, na cidade de Andrelândia (MG), município fundado pelo açoriano André da Silveira, o que confere ao evento um simbolismo histórico especial. A programação reunirá empresários locais e regionais e contará com a presença do Prefeito Municipal e de outros também convidados, do Presidente da Câmara, autoridades públicas e representantes de entidades empresariais e institucionais convidadas.
Na segunda etapa, entre os dias 20 e 24 de abril, a Casa dos Açores de Minas Gerais liderará uma missão empresarial aos Açores, com programação centralizada em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, sede administrativa do Governo Regional.
A viagem, prevista para o período de 18 a 28 de abril, encontra-se em fase final de organização.
De acordo com Claudio Motta, a delegação mineira será oficialmente recebida por altas autoridades regionais, incluindo o presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores, o Diretor Regional das Comunidades, secretários regionais, além de empresários e representantes de diversas entidades públicas e privadas.
“A programação prevê cinco dias intensos de reuniões institucionais, encontros empresariais, visitas técnicas e momentos de networking qualificado, criando um ambiente propício à construção de parcerias sólidas e duradouras”, destaca.
Durante a missão, também serão tratados interesses específicos dos participantes, como a identificação de oportunidades de negócios, parcerias estratégicas e a eventual constituição de empresas em Portugal. Estão igualmente previstas reuniões com empresas do setor imobiliário, com foco na apresentação de oportunidades consistentes de investimento numa região que ainda oferece elevada qualidade de vida, segurança jurídica e uma atrativa relação custo-benefício.
A iniciativa reforça o papel da Casa dos Açores de Minas Gerais como agente ativo na promoção do intercâmbio econômico e institucional, valorizando a história comum e projetando novas possibilidades de cooperação entre Minas Gerais e os Açores, agora sob uma perspectiva moderna, estratégica e orientada para o futuro.









