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As filhas de aluguel - quando a companhia vira presença e a presença vira afeto

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    espaco horizonte
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Bianca da Glória Boueri, onde a ideia virou propósito
Bianca da Glória Boueri, onde a ideia virou propósito

 

Matéria de Rachel Capucio


Por trás da ideia de filhas de aluguel, existe muito mais do que um serviço. Existe um gesto social. Idealizado por Bianca da Glória Boueri, o projeto nasce para preencher vazios cotidianos que não aparecem em prontuários médicos nem em formulários: a falta de companhia, de escuta, de alguém para caminhar junto em tarefas simples e, às vezes, em momentos difíceis.



Companhia também é cuidado
Companhia também é cuidado

Cuidar é estar junto
Cuidar é estar junto

Quem imagina que esse tipo de serviço é voltado apenas para idosos se engana. O atendimento se estende a todas as idades: pessoas que precisam de apoio em consultas, acompanhamento em atividades do dia a dia, auxílio em rotinas temporárias, presença em momentos de fragilidade emocional ou simplesmente alguém para dividir o silêncio. Em um mundo cada vez mais acelerado, terceirizar tarefas virou comum; terceirizar a companhia ainda causa estranhamento, mas talvez seja um dos sinais mais claros da nossa urgência por vínculos.


Mais do que serviço, é afeto
Mais do que serviço, é afeto

As filhas de aluguel não substituem laços familiares nem afetos reais. Elas ocupam um espaço onde a ausência pesa: o da presença qualificada, da companhia que não julga, do tempo oferecido com atenção. O projeto lança luz sobre uma realidade invisível: há pessoas cercadas de gente, mas solitárias; independentes, mas exaustas; fortes por fora, fragilizadas por dentro.



Toda idade merece atenção
Toda idade merece atenção


Mais do que um serviço, a iniciativa provoca uma reflexão social: quem faz companhia a quem sempre faz companhia? Em tempos de jornadas duplas, famílias espalhadas por cidades diferentes e vínculos mediados por telas, a proposta de Bianca da Glória Boueri escancara uma necessidade contemporânea e nos convida a repensar como estamos construindo nossas redes de apoio.


No fim, as filhas de aluguel não falam apenas de companhia terceirizada. Falam de um desejo coletivo por presença, por humanidade e por relações que acolhem. Porque nem toda ausência é física e nem todo cuidado precisa ser solitário.


Presença que acolhe
Presença que acolhe


Informações:

Contato: (31) 99833.5656

Instagram: @asfilhasdealuguelbh

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