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Alvarenga Peixoto




Poeta do Brasil Colônia, Inácio José de Alvarenga Peixoto nasceu em 1742, no Rio de Janeiro, filho de Simão Alvarenga Braga e Ângela Micaela da Cunha. Ainda pequeno, estudou no Colégio dos Jesuítas, mas com apenas nove anos viajou para Portugal, onde morou na cidade de Braga e concluiu seu curso secundário. Logo após, fez a mesma trajetória de muitos poetas, seguiu para Coimbra e matriculou-se no curso de Direito, formando-se em 1769.


Em Portugal, Alvarenga Peixoto escreveu um poema dedicado a Marquês de Pombal, e prosseguiu na magistratura em Vila de Sintra até 1772. Em 1776 recebeu ordens para voltar ao Brasil, para Minas Gerais, mais precisamente em São João Del Rei, onde foi nomeado Ouvidor da Comarca do Rio das Mortes. Lá conheceu Bárbara Heliodora, também poeta. Em 1781 se casaram e ao passar dos anos tiveram quatro filhos. Em 1785, Luís da Cunha Menezes, governador da capitania de Minas Gerais nomeou Alvarenga Peixoto como Coronel do Primeiro Regimento de Cavalaria da Campanha do Rio Verde, título honorífico.


O Frei José do Desterro que acompanhou os conjurados em seu cárcere descreve Alvarenga Peixoto desta forma:

“de baixa estatura, claro, faces coradas, olhos azues, e cabellos castanhos que Ihe dusciam em canos pelos hombros, era o coronel Ignacio José de Alvarenga Peixoto, formado em leis, e dado a poesia”.


Em suas linhas poéticas, encontravam-se elementos característicos do Arcadismo europeu.

Seus versos falavam desde pastores e rebanho do gado até ninfas e deuses. Algumas de suas poesias também retratavam Minas Gerais e seu momento de exploração das minas.


Não eram apenas em versos que o poeta se envolvia com as questões políticas que aconteciam em Minas Gerais, Peixoto envolveu-se de tal forma com a Inconfidência Mineira que a frase da bandeira inconfidente “Libertas quae será Tamen” retirado de uma Éclogas, foi proposta por ele. Apesar de muito apoiado, o movimento que conspirava contra o domínio Português não obteve êxito pois foi delatado primeiramente por Silvério dos Reis. Alvarenga foi preso em m 1792, Alvarenga Peixoto foi condenado ao degredo perpétuo, na África.


O poeta, jurista e ouvidor não resistiu uma febre tropical que assolava a Angola, faleceu no dia 27 de agosto de 1792. Muitas de suas obras se perderam quando foram confiscados os seus bens. Os sonetos que remetiam ao encarceramento transmitiam a melancolia dos seus dias, sua tristeza em estar longe de sua família, que lhe fazia muita falta. O motivo de sua morte, foi atribuída a febre e a amargura, demonstra que sofria por ter sido levado ao exílio. Outros de seus sonetos foram criados para exaltação de algumas figuras e alguns ocorridos de conhecimento público.


Principais Obras:

· Canto Genetliaco, poesia escrita em 1793 (a mais importante)

· A Dona Bárbara Heliodora

· Estela e Nise

· A Maria Efigênia (sua filha)

· A Aléia

· Eu não lastimo o próximo perigo

· A Lástima

· A Saudade

· Eu vi a linda Jônia,

· Sonho poético,

· E traduziu para o português a peça teatral Mérope, de Scipione Maffei.