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Vinhos de Santa Catarina



O clima frio e a altitude elevada são os grandes aliados dos produtores de vinho de Santa Catarina


A herança europeia, a geografia variada e rica e o espírito empreendedor do catarinense não poderiam deixar o estado longe da produção dos melhores vinhos. Criando aos poucos uma trajetória reconhecida e premiada, as vinícolas de Santa Catarina apostam no alto padrão de produção para conquistar os paladares mais exigentes.


O clima frio e a altitude elevada são os grandes aliados dos produtores de vinho de Santa Catarina. Com vinhedos localizados entre 900 e 1400 metros acima do nível do mar, as variedades da fruta podem amadurecer mais lentamente e de forma completa, aumentando o padrão das safras. E tudo isso levou a características únicas e marcantes que só os vinhos de altitude proporcionam.


Isto faz com a Serra Catarinense se torne um ponto a ser explorado pelo enoturismo, já que cada vez mais, os vinhos finos e espumantes produzidos no terroir de altitude da região estão conquistando qualidade, apreciadores e fama internacional. O enoturismo também vem ganhando força nesta região, atraindo visitantes para experiências enogastronômicas repletas de novas sensações.





A produção de vinhos catarinenses também está aliada ao uso de tecnologias e à contratação de enólogos experts. A produção é variada, com espumantes, vinhos brancos, rosados, tintos e os doces. Na região, já existe inclusive uma Rota dos Vinhos de Altitude. Os melhores rótulos estão disponíveis em casas especializadas e na compra pela Internet também.


Na Serra Catarinense, a experiência de degustar bons vinhos é enriquecida pela exuberância de paisagens com montanhas, araucárias, campos e vinhedos que representam um atrativo para o amante de vinhos, sem contar da neve que é comum na região de São Joaquim durante os meses mais frios do inverno.


Percorrer a Rota dos Vinhos de Altitude em Santa Catarina vem se tornando uma experiência turística cada vez mais comum na região. No total, são 22 produtores diferentes divididos entre o Vale do Contestado e a Serra Catarinense.


Os Vinhos de Altitude de Santa Catarina conquistaram o selo de Indicação Geográfica (IG), concedido em 29 de junho de 2021, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A qualidade dos vinhos finos produzidos na região é reconhecida devido às características de solo, altitude, clima, variedades de uvas e por técnicas de cultivo.


A conquista de Indicação Geográfica destaca que os Vinhos de Altitude produzidos na região são diferenciados dos outros produzidos no país, valorizando sua história e características únicas. Por meio do selo, os Vinhos de Altitude têm mais potencial de agregar valor econômico e conquistarem novos mercados. O registro da IG é dado aos produtos que apresentam uma qualidade única e características do seu local de origem. É o caso, por exemplo do “Vinho do Porto”, de Portugal e da “Champagne”, da região de Champagne, na França, para citar outros produtos diferenciados.


Além da conquista de Indicação Geográfica para os Vinhos de Altitude, o estado está representado por Indicações Geográficas de produtos como os Vinhos e Espumantes de Uva Goethe, dos Vales da Uva Goethe, a Banana da Região de Corupá e o Queijo Artesanal Serrano, no Campos de Cima da Serra.





TRADIÇÃO


Os produtos reconhecidos são os vinhos finos, vinhos nobres, vinhos licorosos, espumante natural e vinho moscatel, e o brandy de Santa Catarina. São mais de 300 hectares de área cultivada, e mais de 1 milhão de garrafas produzidas anualmente.


Motivados por tradições familiares e paixões pessoais, há três décadas, empreendedores iniciaram a implantação da cadeia produtiva dos vinhos de altitude em Santa Catarina. Esse momento foi fomentado pelas pesquisas iniciadas pela Epagri naquela época, que permitiram o cultivo de uvas viníferas no Estado. O resultado desta iniciativa vem produzindo vinhos com intensa coloração, definição aromática e equilíbrio gustativo, características reconhecidas pelo mercado consumidor. O Vale do Contestado e a Serra são as duas grandes regiões produtoras, contando com 22 vinícolas associadas, e mais de 80 viticultores, que produzem os vinhos de uvas viníferas, que fazem parte do território delimitado.




ROTA DOS VINHOS – URUBICI E SÃO JOAQUIM


Próximo a Urubici e São Joaquim, existem mais de 10 vinícolas abertas para visitação. Escreveremos rapidamente algumas linhas sobre as vinícolas de Santa Catarina, sendo que parte delas estão dentro da Rota dos Vinho. Quem sabe você resolve visitá-las em breve.







VINÍCOLA ABREU GARCIA

A vinícola localizada em Campo Belo do Sul, com acesso pela BR-282, possui recepção e degustação personalizada com enólogo e um secular sítio arqueológico próximo aos vinhedos. Seu vinho Abreu Garcia Chardonnay chama a atenção pelos aromas que passam do floral ao frutado, tendo a passagem por barricas de carvalho doado ao vinho um equilibrado gosto amadeirado de muita personalidade.




QUINTA DA NEVE

A 30km de São Joaquim em direção à Lages está a Quinta da Neve, que foi a primeira empresa a investir e apostar na produção de vinhos finos de altitude no município. Com castas europeias produz hoje uma variedade de rótulos, muitos premiados, e com sabores bem regionais.






VILLAGGIO BASSETTI

fica a 11km de São Joaquim, com fácil acesso, e oferece visitação guiada para conhecer todo processo de produção, das videiras até a taça de vinho, onde a cor, o aroma e o sabor dos seus produtos podem ser apreciados ao final do tour. Também oferece passeios de bicicleta que devem ser agendados e é uma experiência diferente e agradável.







VILLAGIO CONTI

sob o comando de Humberto Conti pode-se degustar diversos vinhos da linha da Villaggio Conti: o Grechetto, o Ribolla Gialla, além do Spiaggia (um blend fantástico de algumas castas ideal para o verão). Há a possibilidade de fazer um lindo passeio por dentro dos vinhedos.






VILLA FRANCIONI

Uma das mais famosas vinícolas da Serra Catarinense é a Villa Francioni, uma das pioneiras na implementação do enoturismo em Santa Catarina e uma das mais belas pela paisagem e arquitetura. Seu vinho rosé ganhou notoriedade ao ser escolhido por Madonna em visita ao Brasil por indicação de um sommelier. Mas o grande diferencial da vinícola é a elaboração de vinhos tintos de corte. Ela fica a 6km do centro de São Joaquim.


A Villa Francioni tem uma história grandiosa, vinda de um grande visionário e um dos idealizadores dos Vinhos de Altitude, Sr. Manoel Dilor Freitas. A paixão, não só pelos vinhos, como pela arte, além dos desafios inerentes à vitivinicultura, levou um homem à busca do definitivo terroir de altitude brasileiro. Reuniu informações ao redor do mundo, percorrendo as melhores regiões produtoras ou dialogando com grandes especialistas, até fundar a Villa Francioni. Enfim, um conceito erguido com uma missão para ser escrita: “Enriquecer a celebração da vida ao sabor de um elegante vinho elaborado com amor e arte.”. Assim, todo vinho elaborado pela Villa Francioni conta uma parte da história.


A Villa Francioni tem uma obra pensada para realizar a vinificação no sistema de condução por gravidade, com mínima interferência no manuseio dos vinhos, evitando-se o uso de transferências mecânicas. São 5 andares de níveis diversos, até chegarmos à cave com mais de 300 barricas que descansam harmoniosamente.


Na Villa Francioni pode-se degustar alguns rótulos emblemáticos, como por exemplo o VF Rosé, VF Chardonnay, o VF Cabernet Franc, o VF Tinto (um blend de uvas com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec e Merlot) e o Michelli (um dos ícones da vinícola feito com as uvas Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot).






LEONI DI VENEZIA

a vinícola Leone di Venezia fica na localidade de Morro Agudo, em São Joaquim. A arquitetura da vinícola foi inspirada no palácio Villa di Maser (Treviso, Vêneto), obra prima do arquiteto Andrea Paládio. É considerada a mais italiana das vinícolas do terroir de altitude da Serra Catarina, sendo diferenciada por produzir castas italianas. Tem grande variedade de rótulos e possui uma especialidade: o vinho laranja (ou âmbar).

Um de seus rótulos, o Leone di Venezia Gewurztraminer produzido 100% com uvas gewurztraminer, possui coloração amarelo palha com reflexos dourados e aromas de frutas brancas e mel. Estagiou por cinco meses sobre as leveduras, aumentando a sua complexidade e estrutura. Harmoniza bem com peixes, risotos, massas e queijo serrano. Vale a degustação!






VINHEDOS DO MONTE AGUDO

Não distante da Leoni, os Vinhedos do Monte Agudo é uma vinícola boutique, onde são produzidos vinhos finos em quantidade limitada e da mais alta qualidade em terroir de altitude. Destaque para o espaço enogastronômico com uma Chef internacional tomando conta dos almoços e jantares harmonizados. Na degustação, prove o famoso e pioneiro “Sunset” alia o sabor ao mais belo pôr do sol da Serra!






VINÍCOLA D´ALTURE

ainda em São Joaquim, a Vinícola Boutique D’alture objetiva apresentar um pouco da Toscana em perfeita harmonia com a natureza e o terroir de altitude da Serra Catarinense. Além dos rótulos premiados, o local conta com estrutura para degustações, piqueniques, almoços e jantares harmonizados, além de haras, trilhas e um mini-spa (em breve).



VINÍCOLA PERICÓ

No caminho entre São Joaquim e Urubici, o Vale do Pericó é um dos pontos mais altos da Serra Catarinense e é onde está a Vinícola Pericó, a 1.300m de altitude. Com castas francesas e criatividade brasileira, produzem rótulos premiados que você pode conferir nas degustações no local. Prove, entre outros rótulos: o Espumante Cave Pericó Brut Branco, o Rosé Juliette, Basalto Cabernet Sauvignon/Merlot e Altitude Licoroso. O Vale do Pericó, onde os vinhedos foram implantados, em São Joaquim, é uma das localidades com a maior ocorrência de neve do país.


VINÍCOLA PANCERI

a vinícola está localizada no interior de Tangará, possui em meio aos seus vinhedos o único Museu de Vitivinicultura de Santa Catarina. Entre os seus rótulos destaca-se o Panceri Nilo Teroldego, produzido de modo peculiar, este varietal teroldego passou pelos estágios de fermentação, barricas de carvalho e envelhecimento observando-se o calendário lunar. De coloração rubi profunda, tem aroma terroso e rústico, que vai tomando um leve adocicado em contato com o ar.



VINÍCOLA KRANZ

a vinícola produz seus vinhos adquirindo uvas finas dos produtores da região de São Joaquim. Entretanto, compensa uma visita à sua sede, na pitoresca cidade de Treze Tílias, pela arquitetura austríaca do lugar e pela tecnologia de ponta empregada em todas as etapas da produção. Um de seus vinhos, o Kranz Cabernet Sauvignon tem aromas vegetais e frutados. Bom para acompanhar salames, massas com molhos, carnes assadas e costela de cordeiro.



COOPERATIVA SANJO

A cooperativa Sanjo, de São Joaquim, é uma das maiores produtoras de maçãs do Brasil. Desde 2002 investe no cultivo de vinhedos para produção de vinhos finos.

Um de seus rótulos é Sanjo Nobrese Moscato, vinho leve a base de uva moscatel, com intensidade de aromas florais e frutados. Pode acompanhar saladas e pratos elaborados com peixes e frutos do mar.



VINÍCOLA SUZIN

Os vinhedos da vinícola Suzin situam-se na localidade de Alecrim, em São Joaquim, e destacam-se pela beleza de uma paisagem levemente ondulada entre campos e coníferas.

Prove o seu Suzin Sauvignon Blanc, que é uma casta que tem se tornado emblemática na região. Um vinho destacado por seu tom amarelo esverdeado límpido e brilhante. De aroma levemente vegetal, pode apresentar lima e maracujá. Harmoniza bem com frutos do mar, peixes assados e salada de frutas.



VINÍCOLA THERA

pode ser apontada como a caçula do roteiro. O cultivo de uvas já acontece no local há muitos anos, mas a visitação é recente. É a opção mais sofisticada da região, já que tem projetos de arquitetura e decoração diferenciados com muitos elementos artísticos. Hoje, junto com 20 hectares de vinhedo há uma pousada com 16 quartos e um restaurante e winebar. Ela também produz vinhos de corte e fica a apenas 25 km da Serra Bela em direção à Bom Retiro.


Localizada no município de Bom Retiro, apesar da distância de 130 km de São Joaquim, consome 2 horas e meia de carro, em função da estrada de mão única repleta de curvas e, principalmente, pela grande quantidade de caminhões transportando produtos da dinâmica agroindústria local.


A Vinícola Thera tem uma história que se interliga com a história da Villa Francioni, em São Joaquim. O nome da vinícola é uma homenagem à Therezinha Borges de Freitas, carinhosamente chamada de Thera pelo seu falecido marido Manoel Dilor de Freitas, que foi o grande visionário empreendedor, um dos pioneiros dos vinhos de altitude de Santa Catarina e responsável pela criação da Villa Francioni.


A vinícola Thera está localizada na fazenda Bom Retiro, e após o falecimento do Sr Dilor, a fazenda passou para a propriedade de um dos filhos, que decidiu retomar o projeto de uma vinícola. Inicialmente os 20 hectares de vinhedos plantado anteriormente foram recuperados, atingindo hoje uma área de 16 hectares. A proposta é buscar uma produção pequena e de baixo rendimento. A produção total é de cerca de 60 mil garrafas por ano.

A linha de produtos é pequena e privilegia uvas como Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah nas tintas e Sauvignon Blanc e Chardonnay nas brancas.



VINÍCOLA URUPEMA

a vinícola rende homenagem no nome ao município onde está situada, e possui um dos mais belos e elevados vinhedos de Santa Catarina, numa bela paisagem.


Entre seus rótulos prove o Urupema Leopoldo, corte de Cabernet Sauvignon/Merlot de coloração vermelho intenso, bouquet frutado, de ameixa seca e geleia de frutas vermelhas. Vai muito bem com carnes vermelhas, embutidos e massas ou risotos bem condimentados.



VINÍCOLA VILLAGGIO GRANDO

Localizada no Planalto Catarinense, em Água Doce, próxima da BR-153, a Villaggio Grando possui a maior área plantada de vinhedos DE Santa Catarina. Um lago, bons vinhos e o pôr do sol espetacular da vinícola criam um cenário memorável.


Seu grande rótulo, o Villaggio Grando Innominabili (cortes 2004/2009) é longevo, feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Pinot Noir, Petit Verdot e Marselan, com coloração rubi. Possui aromas de amoras silvestres mesclando especiarias, resultado da passagem por carvalho. Em boca, mostra bom equilíbrio entre teor alcoólico e acidez.


Este artigo não contempla todas as vinícolas da região, mas sobretudo aquelas sobre as quais consegui reunir informações.



RECOMENDAÇÕES


A região vinícola de Santa Catarina ainda não possui uma infraestrutura robusta para receber os “enoturistas”. A maioria das vinícolas está localizada nas proximidades de São Joaquim. A rede hoteleira e oferta de restaurantes, salvo honrosas exceções ainda está se consolidando !!! Saúde !!! (artigo baseado em informações disponíveis na Internet, Revistas e pesquisas sobre o tema).


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Márcio Oliveira

Contatos: (31) 98839-3341

Rua Dominicanos, 90 / Apto 101

Serra - Belo Horizonte/MG - Brasil

Cep.: 30210-480



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