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Semana Santa registrou 177 voos extras

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    espaco horizonte
  • há 6 horas
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Procissão do Encontro Ouro Preto MG   Foto Ane Souza
Procissao do Encontro_Ouro Preto_MG_Foto- Ane Souza

Semana Santa registrou 177 voos extras e amplia movimentação turística e cultural em Minas Gerais



Relatório parcial aponta forte circulação de visitantes em todo o estado; dados consolidados serão apresentados nesta terça (7)


Minas Gerais vive, neste momento, um dos mais intensos períodos de movimentação turística e cultural do ano. Diferentemente de outros destinos, onde os fluxos tendem a se concentrar em poucos polos, a Semana Santa mineira se distribui por todo o território, alcançando os 853 municípios, além de milhares de distritos, vilas e povoados. Essa capilaridade, associada à força da fé, da cultura, do patrimônio, da gastronomia e da vida comunitária, faz deste um dos períodos mais expressivos do calendário mineiro.


Os dados parciais da Semana Santa de 2026 já indicam esse movimento. Entre os dias 1º e 3 de abril, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro registrou 71.653 passageiros. No transporte aéreo, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte projeta 113.247 passageiros no mesmo período e 213.926 até o dia 6 de abril, com 177 voos extras programados para atender à demanda do feriado. Na hotelaria, levantamento da Associação Mineira da Indústria de Hotéis de Lazer aponta taxa média de ocupação de 79,91%, confirmando o aquecimento do setor em várias regiões do estado.


O programa Minas Santa 2026 reúne, neste ano, 485 municípios e 667 eventos cadastrados. Em sua quarta edição, a iniciativa reafirma a vocação de Minas Gerais para o turismo religioso, cultural e de experiência, articulando tradição, circulação econômica e valorização territorial.


Em Minas, a Semana Santa possui densidade histórica singular e forte dimensão cultural. Em cidades como São João del-Rei, Mariana e Ouro Preto, muitas celebrações remontam aos séculos XVII e XVIII, preservando procissões, músicas, cortejos, tapetes devocionais e ritos que atravessam o tempo. Mas a força da Semana Santa mineira não se limita ao barroco nem às cidades históricas. Ela se manifesta também em santuários, comunidades, centros urbanos e territórios de todas as regiões do estado, em cidades como Baependi, Uberlândia e em inúmeros outros municípios onde fé, memória e cultura estruturam a vida coletiva.


Segundo levantamento do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, Minas reúne mais de 600 ritos distintos relacionados à Semana Santa. Muitas dessas práticas já integram o patrimônio cultural mineiro ou são reconhecidas como expressões fundamentais da identidade local. Trata-se de um patrimônio vivo, preservado pelas comunidades, que combina religiosidade, arte, música, pertencimento e hospitalidade.


A programação deste fim de semana também revela a amplitude contemporânea dessa diversidade cultural e religiosa. Neste sábado (04), a Praça da Liberdade deve receber milhares de pessoas para o espetáculo “Cante Comigo - Lázaros”, expressão da cultura gospel e evangélica que integra a agenda da Semana Santa no estado, mostrando que Minas reconhece a pluralidade da fé também como manifestação cultural e como parte de sua política pública.


“O relatório ainda é parcial, e nesta próxima terça-feira (7/4)  apresentaremos os dados consolidados de toda a Semana Santa. Mas o que já se observa é muito significativo. Minas vive um mês especialmente favorável ao turismo, porque a Semana Santa e o feriado de 21 de abril estão muito próximos no calendário. Isso amplia o ambiente de viagens, distribui os fluxos ao longo de abril e deve fazer deste um dos melhores meses do ano para o turismo mineiro”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.


“O mais importante é compreender que, em Minas Gerais, a Semana Santa é também um grande acontecimento cultural. Ela está nas cidades históricas, mas também nos santuários, nas pequenas cidades, nos distritos, nas vilas, nos povoados e nos grandes centros regionais. Está nas tradições católicas, nas expressões gospel e evangélicas, na música, nos tapetes, nos ritos, nas encenações e nos modos de viver coletivamente este tempo. Muitas dessas manifestações são patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais”, acrescenta o secretário.


O governador Mateus Simões destaca a força estratégica desse movimento: “Minas Gerais tem demonstrado capacidade de transformar patrimônio cultural, religiosidade e identidade territorial em oportunidade concreta para os municípios. Quando valorizamos nossa diversidade cultural e organizamos nossos ativos com inteligência, geramos renda, fortalecemos economias locais e projetamos Minas em todas as regiões”.

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