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  • Foto do escritorespaco horizonte

Onde estiver, Caminho



“(...) Onde tiver espaço, procure pavimento, estacionamento ou escoamento da produção. Onde tiver cidade, procure coração. E onde houver coração, escute se está batendo.” (BARRETO, Binho, Perímetro Urbano, BH, 2017. p.9)


Atravessar nossa cidade pode ser mais do que um simples percurso diário. A urgência do tempo somada à turbulência dos afazeres quer limitar a experiência da travessia, reduzir nosso olhar para seu aspecto mais prático. Ainda assim, às vezes submersos em nós mesmos, algo pode nos despertar, seja avistar um conhecido, contemplar algum artista de rua que executa proezas no sinal, uma edificação atípica ou um mural que rompe o cinza urbano em cores, sugerindo narrativas.


Permitir que os olhos saiam da caixa de ferramentas e vão para a de brinquedos é um presente que damos a nós mesmos, já que esse exercício sacode algo em nosso espírito e nos reconecta à nossa humanidade e presença.


A exposição, Onde estiver, caminho, é composta por nove artistas de diferentes trajetórias e linguagens visuais. Em comum, esses artistas carregam o olhar desperto e se apropriam da mesma cidade, a nossa, como objeto de estudo e também como o próprio suporte para seus trabalhos artísticos.


São inconfundíveis os grafites de Davi DMS, que ocupam com misticismo e esplendor a nossa e tantas outras cidades pelo mundo; O deslumbre da técnica de stencil levada à perfeição por Drones, carrega composições sofisticadas e simbólicas; Já o grafite politizado de Fênix habita o campo do maravilhoso com alegria delicada; Leandro Caram habilmente explode em tinta acrílica gestual integrado com desenho maduro; Mariana Marinato desenvolve figurações oníricas e reflexões do tempo com tinta a óleo e também aquarela; Pablo Rodrigues Smt explora a figura humana esticando formas e cores que sugerem conexões possíveis; No olhar investigativo de linguagens urbanas não verbais, as fotografias de Simone Pazzini nos convida a escutar o que a cidade quer dialogar conosco; Já na explosiva pintura de VINIL CIUS, nos deliciamos com uma vitalidade musical; Finalmente, XEREL, que traz o escultórico a partir de objetos encontrados, dispensa apresentação, sendo um agente da arte urbana que vem transformando o ordinário em extraordinário de maneira precursora.


O seleto grupo de artistas que integram essa coletiva faz um recorte contemporâneo e diversificado do que acontece nos ateliês e nas ruas da capital mineira. A rua entra pela porta da frente na Galeria Pátio Arts & Design.


Paulo Apgáua

Curador














































Não deixe de visitar a exposição na Galeria Pátio Arts & Design.

Pátio Savassi










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