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Continuando a falar sobre os Mitos do Vinho:




O VINHO TINTO DEVE SER SERVIDO À TEMPERATURA AMBIENTE


Cada vinho tem a sua temperatura ideal. O mais simples, a memorizar, para fazer sempre uma escolha acertada é: quanto mais simples e fresco o vinho é, mais frio deve ser servido. Ao passo que, quanto mais complexo e sofisticado, mais temperado deve ser apresentado. Este é apenas o primeiro dos 10 maiores mitos sobre o vinho.


O importante é definir o estilo do vinho antes de poder determinar sua temperatura.

Podemos tomar esta tabela como referência:

Brancos frescos: entre 7° e 9° C.

Brancos com corpo: entre 10° e 13° C.

Tintos simples: entre 14° e 16° C.

Tintos com corpo: entre 16° e 18° C.

Grandes vinhos tintos: entre 18° e 20° C.



SIRVA OS VINHOS BRANCOS GELADOS E OS TINTOS A TEMPERATURA AMBIENTE


Os vinhos, tal como mencionávamos no ponto acima, têm diferentes temperaturas de serviço recomendadas e as suas máximas estão entre 7° e 20° C.


Há que ter muito cuidado ao usar habituais champanheiras, frapés, baldes de gelo. Um vinho demasiado gelado pode fazer com que este não ‘abra’ o suficiente, não se expresse na plenitude das suas capacidades. Por outro lado, um vinho demasiado quente pode evaporar e tornar-se e alterar a sua estrutura.


O VINHO DEVE SER ABERTO MEIA HORA ANTES DE SERVIR


É verdade que os vinhos requerem oxigenação, tanto os tintos jovens como os tintos mais envelhecidos e complexos. O ideal é que todos fossem decantados antes de servir. O gargalo da garrafa, por ser estreito, não satisfaz a necessidade de entrada de ar, para conseguir que os aromas se revelem. Pelo menos não tanto quando o desejável.


Ou seja, não é por abrir uma garrafa meia hora antes que ele vai ter melhor contato com o ar. Se é por esse motivo, deve decantar o vinho para conseguir explorar ao máximo os aromas do vinho.



DECANTAR MELHORA O VINHO


Muita gente pensa que o decanter é apenas mais um acessório que quase todo “enochato” gosta de usar para chamar a atenção, mas a verdade é que essa espécie de jarra de pescoço alongado ajuda (e muito) a mostrar as melhores características do vinho.


Basicamente, o decanter expõe o vinho à oxigenação, responsável por acelerar a maturação (ou envelhecimento) da bebida, e esse processo deixa os aromas mais fortes, os taninos mais suaves e o álcool menos acentuado.


HARMONIZE VINHO TINTO COM CARNE E VINHO BRANCO COM PEIXE


Apesar de ser verdade que é complicado encontrar muitos casamentos harmônicos entre Vinhos Brancos e carnes vermelhas, os Tintos podem ser, muito facilmente, harmonizados com peixe, podemos lembrar que toda regra tem exceções.


Muitas pessoas vão sugerir que você nunca combine vinhos tintos com peixes, pois o tanino (presente na maioria dos tintos) e a carne de peixe, combinados, formam um gosto desagradável e meio metálico na boca.


Isso é verdade, mas tanto o mundo dos vinhos quanto o mar de peixes são muito grandes para não haver combinações possíveis. Peixes mais untuosos e encorpados (como o bacalhau ou o salmão) podem harmonizar facilmente tintos de taninos leves, como os Pinot Noirs da Borgonha ou os Gamays de Beaujolais.


O bacalhau é um bom exemplo de harmonização com vinho tinto. Escolha um tinto Alentejano (por exemplo) de bom corpo para harmonizar com Arroz de Polvo, por exemplo. O Tinto não se limita na carne vermelha, assim como o branco não acompanha apenas peixe e marisco.



OS MELHORES VINHOS ESTÃO NAS GARRAFAS MAIS PESADAS E ROBUSTAS


Uma garrafa robusta significa apenas que o produtor investiu na garrafa do ponto de vista de marketing ou percepção do produto. Esse investimento vai-se traduzir, forçosamente no preço do vinho. Mas a garrafa robusta conjugado com um preço mais alto, não faz do conteúdo da garrafa melhor ou pior.


Por outro lado, é óbvio que um produtor investirá numa boa garrafa para os seus melhores vinhos. Ou seja, há bons e maus vinhos em garrafas robustas. Interessa não tomar decisões precipitadas na escolha de um vinho. Se nós sabemos que esse é um dos critérios que nos faz comprar vinho, os produtores também.




UM VINHO COM A INDICAÇÃO ‘DOC’ É SUPERIOR A UM VINHO COM A INDICAÇÃO “REGIONAL”


Para entendermos este mito temos de saber o que é a denominação DOC e Regional.

DOC-

(Denominação de Origem Controlada) significa que o vinho foi produzido exclusivamente com castas recomendadas e autorizadas para a região em questão. Ao passo que o vinho Regional foi produzido com castas não recomendadas ou autorizadas para a região em causa.



OS MELHORES VINHOS SÃO AQUELES QUE CONTÊM NO RÓTULO PALAVRAS COMO ‘COLHEITA SELECIONADA’, ‘SELEÇÃO ESPECIAL’, ‘GARRAFEIRA’ OU ‘RESERVA’


Isso não tem qualquer importância sem que leve em conta a origem do vinho. Estas designações servem apenas para que este mito exista. Apenas as palavras ‘Reserva’ e ‘Garrafeira’ têm um valor normativo em Portugal, como exemplo - identificam vinho como um estágio mínimo em barricas e em garrafa.


O fato de um vinho estagiar mais ou menos em garrafa não determina por si só a qualidade de um vinho.


QUANTO MAIS VELHO MELHOR


Vinho não tem prazo de validade? Quanto mais tempo guardar um vinho, melhor ele fica? Vinho velho é que é vinho bom?


“Quanto mais velho, melhor” é um dos mitos mais falsos associados ao vinho. Cerca de 90% dos vinhos nas prateleiras dos mercados do mundo inteiro é para pronto consumo e apenas o restante é para guarda.


Pesquisas de mercado feitas na Inglaterra e nos Estados Unidos mostram que 2/3 do vinho vendido em supermercados é para consumo em 48 horas após a compra. Por outro lado, as mesmas pesquisas mostram que 2/3 do vinho nestes países é vendido em supermercados, o que poderia indicar que 45% dos vinhos vendidos em geral tem consumo muito rápido, o que também sugere que o mercado principalmente compra vinhos mais acessíveis e que não se prestam para a guarda, porque o foco está na fruta. São vinhos sem maiores complexidades e para serem bebidos jovens.


Além disto, o vilão, no caso dos vinhos, nem é o tempo, mas o ar – o oxigênio, em contato com certas substâncias do vinho, inicia uma série de reações químicas que levam a sua oxidação.


Então, tudo tem a ver com a combinação de oxigênio, corpo, tanino e acidez de um vinho. É preciso ser um vinho muito estruturado para aguentar mais do que cinco anos evoluindo e, na verdade, nem 30% dos vinhos que vemos no mercado melhoram com o tempo.

A recomendação para a maioria das garrafas de vinhos em circulação é de abrir nos primeiros anos de vida. A regra geral (com as devidas exceções) é de 3-5 anos para os tintos e 2-3 anos para os brancos. Isto quando a garrafa é corretamente conservada, ou seja, deitada, em lugar fresco e ao abrigo da luz. Caso contrário este prazo pode se reduzir ainda mais.


A grande dica neste sentido é não ficar esperando o tal do momento certo ou aquela ocasião especial: abra sua garrafa quando tiver vontade e seja feliz. Na dúvida é melhor beber um vinho ainda não pronto que um já passado do ponto.




SÓ VALE A PENA GUARDAR VINHOS TINTOS


Alguns vinhos brancos – champagnes, Sauternes, Reislings e alguns vinhos brancos secos ou envelhecidos – são tão bons para guardar e envelhecer em garrafa quanto os tintos. Envelhecem muito bem em garrafa e revelam todo o seu encantamento ao longo de anos.



ROLHA DE CORTIÇA É MELHOR QUE SCREW CAP


Enquanto os vinhos da Austrália são fechados com screw cap desde os anos 1970 e 80% dos vinhos da Nova Zelândia também, a maior parte do mundo ainda tem preconceitos com o lacre de alumínio.


Mas sabia que, apesar de não ser hermeticamente lacrado, o screw cap separa mais ar do vinho do que as rolhas convencionais, o que contribui para a preservação dos aromas e sabores do vinho (além de ser mais barato). Principalmente para os vinhos que são bebidos jovens, é o tipo de tampa mais indicado.




Saúde!!! Aproveite para comentar se gostou ou não!!!

(baseado em artigos disponíveis na internet e minhas considerações)


@vinoticias


Márcio Oliveira