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Cinco mitos sobre vinho





SÓ OS VINHOS CAROS SÃO BONS


Vinhos caros são só caros. Vinhos bons se encontram para todos os gostos e bolsos. Provavelmente os vinhos bons podem ser caros, mas o preço não é nem será atributo da qualidade. Muitos rótulos são mais “fama” do que qualidade. O importante é encontrar bons vinhos que caibam no seu orçamento.

O preço de uma garrafa de vinho não é necessariamente um fator determinante de sua qualidade. Você pode aproveitar uma taça incrível - e beber alguns dos melhores exemplares do mundo - por valores mais amigáveis do que se imagina.

Mas então o que exatamente encarece a bebida? Na Europa o vinho é tido como um alimento e, por isso, possui taxas menores. Já no Brasil ele entra na categoria de bebidas alcoólicas. Com isso as taxas por aqui acabam sendo bem diferentes. Além disto, nos processos de negociação dos vinhos podem existir intermediários, negociantes ou importadoras e a questão é que, quanto mais intermediários, maior o preço final do produto.


Por incrível que pareça, a garrafa influi no preço do vinho. Quanto mais espesso o vidro mais caro o vinho é. Pode-se dizer que em relação ao peso, à cor e à espessura, a garrafa pesada só beneficia vinho de guarda. Vinhos para serem consumidos jovens não precisam de garrafas pesadas. Não é à toa que a garrafa de brancos geralmente são transparentes, para mostrar como o vinho está cristalino e claro. Ainda há a história do fundo côncavo, que serve somente para evitar que a garrafa quebre e se encaixe melhor na linha de engarrafamento. Não tem nada a ver com a qualidade do líquido. Então aquele papo de "vinho bom tem que ter aquela bundinha" é uma das maiores balelas sobre a bebida. É importante pontuar que espumantes geralmente são mais caros por uma questão de segurança: pressão interna que pode explodir a garrafa, gaiola, rolha diferenciada.


E ai entra a questão da rolha. Uma simples rolha de cortiça é bem mais cara que a screwcap, por exemplo. Vinhos de consumo imediato são produzidos com tampas de roscas, já que não necessitam de envelhecimento, e mesmo assim, muitos envelhecem muito bem. A rolha ajuda na micro-oxigenação para o vinho envelhecer com qualidade durante anos. Mas serve somente para vinho de guarda, que geralmente tem preços maiores. Todo vinho tem a sua estratégia de marketing. Um vinho mais acessível em preço não precisa de todo esse preparo. Economize e seja feliz.


Há a questão do tempo que o vinho passa dentro da barrica e que encarece o produto, porque além da questão do custo de uma barrica nova de carvalho, a vinícola não está gerando dinheiro com a comercialização do produto. E se a quantidade de garrafas produzidas a cada safra for pequena, será comercializado por valores mais alto.

Em resumo, vinhos de melhor qualidade costumam ser mais caros, mas o valor em si nem sempre é garantia de qualidade ou que você gostará dele.


VINHOS NACIONAIS SÃO RUINS

Vinhos ruins são ruins. Os Vinhos Nacionais evoluíram muito na última década e chegam a fazer bonito quando degustados às cegas junto a bons vinhos internacionais. Devemos perder esta mania de depreciar o produto nacional frente ao importado.


Espalhados pelas prateleiras das adegas nos supermercados, os vinhos nacionais lutam por um espaço na taça do brasileiro. Os rótulos chilenos, e argentinos ainda são preferência dos consumidores do Brasil: representam 53% das importações no país, de acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). No entanto, nos últimos anos, isso vem mudando. O reconhecimento internacional dos rótulos produzidos no Brasil aumentou, o que resultou em um crescimento de exportação acima de média já em 2018.


O espumante brasileiro abriu as portas para o mundo. O reconhecimento da qualidade das borbulhas “brasileiras” é fato consumado, defendido por críticos internacionais e avalizado pelas várias medalhas mundo afora, e se confirmando no avanço das exportações e no aumento do consumo interno. Foi com esta bebida que as vinícolas conseguiram espaço para mostrar o que vêm fazendo em relação aos vinhos tranquilos. E o que se vê nos últimos anos é um crescimento contínuo na valorização deste estilo de vinho.


Além disto, tivemos safras excepcionais em 2018 e 2020. Com a pandemia, o hábito de apreciar um vinho em casa não apenas levou o consumidor a pesquisar e comprar mais pela internet como nos supermercados, e vem permitindo conhecer melhor o que o Brasil tem feito.


Além da qualidade, a diversidade de estilos também é um estímulo para quem aprecia vinhos e busca por novidades. Hoje, são 26 regiões produtoras em 10 estados brasileiros, sem esquecer de nossa Minas Gerais, e cada região com suas particularidades. E para quem diz que o vinho brasileiro é caro, o mercado mostra que existem dezenas de opções de bons rótulos a partir de R$ 40 e R$ 60, com excelente relação custo-benefício.






O TEMA É MUITO COMPLICADO


As pessoas é que são muito complicadas. É como dirigir, só parece complicado para quem nunca o fez. O assunto é simples. O problema é que a maioria das informações são tão completas e complexas, que muitos livros são verdadeiros testamentos, trazendo informação fora do alcance para a maioria dos mortais, gente comum, pessoas como eu e você. O Vinho é um tema ao alcance de todos. A distância de entender melhor o tema é a de uma taça de vinho ou de um saca-rolha.



EU TENHO QUE ENTENDER DE VINHO PARA APRECIÁ-LO


Você não precisa conhecer um bom vinho para apreciá-lo. O que você precisa saber sobre vinhos para escolher, comprar, beber e gostar, é muito pouco; é como dirigir um carro, depois que você aprende, dirigirá com segurança e vai adquirindo experiência, quanto dirigir por mais tempo. Você assiste um filme e não precisa entender de fotografia, cenários, figurinos, etc, para dizer se gostou ou não do filme...



VINHO DÁ DOR DE CABEÇA NO OUTRO DIA


Qualquer produto mal feito faz mal a saúde. Vinhos ruins darão dor de cabeça e no bolso também. O vinho, como qualquer alimento, possui substâncias químicas usadas como conservantes. Nos vinhos de baixa qualidade, os conservantes são usados também, para encobrir defeitos, falta de higiene e torná-lo bebível. Somado ao açúcar adicionado a vinhos de baixa qualidade, feitos com uvas inadequadas, produzem substâncias que criam a “dor de cabeça no dia seguinte”.


O ideal é tomar vinho e hidratar-se com água e comer algum alimento (e melhor ainda se ele harmonizar-se com o vinho). A falta de hidratação em alguns casos pode dar dor de cabeça. Então, um grande segredo: se bebeu vinho à noite e vai dormir, antes de deitar-se beba um copo de água. E se bebeu vinhos espumantes ou brancos, beba dois copos mesmo que não tenha vontade. Isto vai ajudar por que os vinhos brancos e espumantes apesar de parecerem mais leves, são mais diuréticos.


No mais é provar e brindar!!! Saúde !!!



(Baseado em artigos da internet)

Contatos: Márcio Oliveira - contato@vinoticias.com.br

@vinoticias

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