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Adriana Buzelin: brilho e força




Na pauta de hoje, vamos saber um pouco da história da mineira Adriana Buzelin, mulher determinada, de força e fibra, que espalha luz, amor, doçura e empatia por onde passa. Dona de um estilo único e requintado, bem afinado com a sua personalidade marcante.


Adriana Buzelin se tornou cadeirante aos 23 anos, quando sofreu um acidente automobilístico, que a deixou com um quadro de tetraplegia incompleta, totalmente sem movimentos do pescoço para baixo por alguns anos. Na época, estava finalizando a graduação do seu primeiro curso superior em Comunicação Social (Relações Públicas), além de ser amante de esporte e trabalhar como modelo publicitária. Apesar das dificuldades que enfrentou se redescobriu e reavaliou muitos valores e conceitos até então adormecidos. Foi aí que tudo mudou.



Adriana Buzelin aos 23 anos como modelo, 1 mes antes do acidente




1º ensaio fotografico pós acidente - Foto Amira Hissa



“Não aceitei o acidente de imediato. Foi necessário o luto. Tive que chorar e lamentar pelo que perdi. Levou um tempo para a ficha cair, mas me adaptei às mudanças com o apoio que tive dos familiares, amigos, namorado e, acima de tudo, na fé e crença que tive em mim mesma”, conta a comunicóloga.


Pós-acidente continuou fazendo ensaios fotográficos, inclusive com foco na moda inclusiva, e avalia que o fato da pessoa com deficiência participar de uma sessão fotográfica, abre perspectivas, é um grande avanço. “Levar uma pessoa com deficiência para as passarelas é um resultado de inclusão social e o ápice do progresso”, afirma Adriana.



Mergulho no Caribe com o instrutor William Spinetti


Chegou a experimentar várias situações para entender que o olhar do outro não poderia lhe deixar infeliz. “Redescobri minha capacidade, inclusive no esporte. Fui a primeira tetraplégica mineira registrada. Mergulhei nas águas do Caribe venezuelano a 23 metros de profundidade. Uma experiência incrível. O esporte é tudo para quem precisa se resgatar, afirma Adriana.”


Com o passar do tempo a superação foi completa. Adriana, além de comunicóloga e modelo, também ingressou no mundo das artes plásticas e da música. Como escultora e ceramista produziu diversas obras, uma mais linda que a outra, que trouxeram a tona o questionamento sobre a beleza, seus estereótipos e a exclusão social. A obra denominada “Favela” foi prêmio de Honra ao Mérito na Câmara dos Vereadores.



Obra Favela - Premio de Honra ao Merito na Camara dos Vereadores




Adriana Buzelin - Foto Luiz Mais



Dueto DUE - Foto Luiz Mais


Já no viés musical, hoje, Adriana é vocalista do dueto “DUE”, em parceria com o guitarrista Rodrigo Vilaça, que traz uma mistura de bossa nova e rock n’roll, com arranjos e composições únicas, disponíveis nas melhores plataformas.

“Nada em minha vida aconteceu por acaso”. Tudo, mesmo as mudanças mais difíceis, as maiores perdas, me trouxeram propósitos. Entendo que tudo serve como aprendizado, crescimento, proporcionando uma oportunidade de amadurecer, de enxergar o mundo por outro prisma, sob novas formas... Tudo tem um propósito e essa é minha única certeza. E é assim que transformo o que parece tragédia para muitos, motivos de viver para mim e até inspiração para tantos. E é me superando a cada dia, conquistando espaços, vencendo desafios, não se importando com críticas alheias, que vou vivendo e experimentando o melhor de mim”, abrilhanta Adriana.




Adriana Buzelin - Foto Leandro Ribeiro



Adriana Buzelin


Instagram: @adrianabuzelin

@due_loungemusic

@adrianabuzelin_favelas

@pensamentosemvoga



Foto da capa: Ensaio moda inclusiva. Foto Amira Hissa




Matéria de Rachel Capucio para o Jornal Espaço Horizonte


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