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Exposição Coleção Brasileira de Alberto e Priscila Freire homenageia os 60 anos da morte de Guignard




A exposição Coleção Brasileira – de Alberto e Priscila Freire traz aos visitantes do CCBB Belo Horizonte 108 obras de arte do casal. Além de preservar as peças, um dos objetivos de Priscila sempre foi tornar esta coleção acessível ao público em geral.


* Foto acima: Retrato de Priscila Freire - Alberto da Veiga Guignard



Retrato de Alberto Freire - Alberto da Veiga Guignard



A mostra está dividida em três núcleos: Arte Brasileira, Arte Mineira e Arte Popular.


Em Arte Brasileira, estão grandes nomes da pintura nacional, como Guignard, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Genesco Murta e José Pancetti, entre outros.


Obra de Tarsila do Amaral



Já em Arte Mineira, estão telas pintadas por Yara Tupinambá, Mario Zavagli, Lorenzato e Irma Renault, esculturas de Farnese de Andrade, Solange Pessoa e composições da própria Priscila Freire.



Cavalo contra o azul - Yara Tupynambá




Obra de Amilcar de Castro



O núcleo Arte Popular conta com peças de Maurino de Araújo, G.T.O., Nino e Maria Lira, além de obras do Vale do Jequitinhonha, assinadas por artistas de destaque daquela região, como Ulisses Pereira Chaves, Noemisa Batista Santos e Isabel Mendes.


Ressaltando o núcleo Arte Brasileira, o público pode conferir com um recorte das obras de Alberto da Veiga Guignard, com um acervo de 20 quadros com destaque especial. A história do casal de colecionadores é uma oportunidade única de apreciar peças emblemáticas da arte nacional, em especial de Guignard.


Ex-aluna e amiga pessoal de Guignard, Priscila é uma das maiores especialistas da obra do artista, tendo sido responsável pela abertura do Museu Casa Guignard, em Ouro Preto, além de curadora de várias exposições pelo Brasil. Ela também é um dos principais nomes consultados para avaliar a autenticidade de obras de Guignard.



Alberto da Veiga Guignard



A festa de São Jõao - Alberto da Veiga Guignard



Nascido em Nova Friburgo (RJ) em 1896, Alberto da Veiga Guignard se mudou em 1944 para Minas Gerais, a convite do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, para dirigir a Escola de Artes de Belo Horizonte, hoje Escola Guignard, onde começou a lecionar desenho e pintura e dirigir o curso, por onde passaram Amílcar de Castro, Yara Tupynambá, Farnese de Andrade, Lygia Clark, entre outros.


Antes de chegar em terras mineiras, viveu por 22 anos na Europa, onde frequentou as academias de Belas Artes de Munique e de Florença. De volta ao Brasil, nos anos 1920, tornou-se um nome representativo dessa década e da seguinte, juntamente com Cândido Portinari, Ismael Nery e Cícero Dias.


Em 1930 abriu um ateliê no Jardim Botânico. Em 1931 participou do Salão Revolucionário, quando foi destacado pelo escritor Mário de Andrade, como uma das revelações da mostra. De 1931 a 1943, dedicou-se também ao ensino de desenho e gravura na Fundação Osório, no Rio de Janeiro. Entre 1940 e 1942, viveu num hotel em Itatiaia (RJ), onde pintava a paisagem local e decorava peças e cômodos do local.


Já em Belo Horizonte, rapidamente Guignard começa a agrupar a juventude mineira interessada na arte moderna e por falta de espaço adequado, seu curso é transferido e passa a funcionar em regime de ateliê livre, no Parque Municipal, num ambiente propício à criação. Por lá, entre os alunos, estava Priscila Freire, que conhece e se torna grande admiradora do artista.


Anos mais tarde, ao se casar com Alberto, Priscila pede de presente um retrato de Guignard. Na época, ele estava morando na casa de um amigo, o médico Santiago Freire, que havia sido professor de farmacologia de Alberto. A coincidência facilita a aproximação do casal com o artista e a partir daí nasce uma amizade. Do primeiro retrato de Priscila vem em seguida um de Alberto, ambos em exposição na mostra Coleção Brasileira.


A coleção de obras de Guignard do casal não para por aí. Entre presentes do artista e obras garimpadas ao longo da vida, Priscila e Alberto formaram uma coleção com mais de 20 obras de Guignard, com quadros - entre eles "Tarde de São João" (1959), "Cristo no Jardim das Oliveiras"(1957), "Anunciação da Virgem" - e outros objetos, como uma porta do século XIX pintada por ele e que compõe a identidade visual da exposição.


A reunião destes belos exemplares está sendo exposta e marca o aniversário de 60 anos da morte do artista que escolheu Minas Gerais para passar os seus últimos anos de vida. O público pode conferir gratuitamente esta parcela das obras de Guignard até 29 de agosto no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB BH. A mostra reúne um total de 108 obras de artistas brasileiros e desde sua abertura, em 25 de maio, já recebeu mais de 25 mil visitantes.


Guignard visitou as cidades mineiras de tradição barroca e colonial como Sabará, São João del Rei e Ouro Preto, onde passou a residir em 1960. É dessa época, a tela “Ouro Preto”.


Nos últimos anos de sua vida, Guignard pintou temas religiosos, entre eles, a série da “Via Sacra” (1961) para a capela São Miguel, no parque São José, Rio de Janeiro.


Alberto da Veiga Guignard morreu em 25 de junho de 1962 na capital mineira.


A exposição Coleção Brasileira – de Alberto e Priscila Freire tem entrada gratuita e estará exposta até o doa 29 de agosto de 2022 no CCBB.



Vale a pena conferir e ainda admirar obras de grandes artistas nesta mostra excepcional.


E você pode visitar a exposição virtualmente pelo link:




CCBB - Belo Horizonte


Praça da Liberdade, 450 - Funcionários – Belo Horizonte/MG


Todos os dias, das 10h às 22h, exceto às terças

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