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ESCULTURAS ONÍRICAS NA MOSTRA DA PICCOLA GALLERIA “ENTRE O SONO E A VIGÍLIA”




Impermanência. Mutabilidade. Alternância. Movimentos fluídos. Esses e outros conceitos poderão ser apreciados na exposição “Entre o sono e a vigília", de Ian Gavião, que fica em cartaz até 14 de agosto, na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura. A mostra foi escolhida no 5º Programa de Seleção da Piccola Galleria e apresenta um conjunto de 7 obras, entre esculturas e vídeos, formando uma instalação em que cada uma das peças conversa com as demais, em um ambiente difuso, misterioso e, por que não, mágico. A exposição poderá ser visitada presencialmente, na Casa Fiat de Cultura, e on-line, por meio de tour virtual e uma visita com mediação on-line e tradução simultânea em Libras. Toda a programação da Casa Fiat de Cultura é gratuita.


Com um fazer poético, tanto no processo de criação das obras, quanto no aspecto conceitual, Ian Gavião ultrapassa os limites de cada linguagem artística, materializando memórias e diferentes formatos narrativos. Fortemente inspirado pela literatura, é notável que esse conjunto de trabalhos também apresenta marcante influência da arte povera – movimento italiano de vanguarda, surgido nos anos 60, propondo novas reflexões estéticas ao “empobrecer” as obras de arte –, Gavião apresenta esculturas criadas a partir de um material inusitado: parafina preta. “A arte povera não tem preocupação com a durabilidade e as velas também têm esse caráter de impermanência. Elas decidem quanto tempo vão ficar vivas e criam suas próprias formas. Gosto de dizer que sou um provocador da parafina, que segue seu caminho para delinear essas esculturas”, revela o artista. Daniela Goulart, que assina o texto curatorial da mostra, complementa essa ideia: “A ação do derretimento desfaz os limites entre pintura, escultura, performance e vídeo. Entre o difuso e o alerta, os objetos de Gavião ecoam não-objetos”.


Os títulos das obras e mesmo sua materialidade são inspirados por grandes nomes da literatura, como Clarice Lispector, Torquato Neto e Fernando Pessoa, mostrando como as linguagens artísticas podem se cruzar e resultar em obras completamente novas. “Eu estava lendo Perto do coração selvagem, da Clarice e imediatamente imaginei o trecho ‘A noite densa e escura foi cortada ao meio, separada em dois blocos negros de sono’ como uma imagem que, hoje, é uma das esculturas da mostra”, conta Gavião. Além das esculturas, duas instalações de vídeo completam a experiência do visitante. Em “Enquanto o lobo não vem”, assistimos ao processo de derretimento de uma vela, em um exercício de concentração. Já em “Algo que mantém”, um plástico negro dança sobre um céu azul, lembrando que o universo está em constante movimento.


A escolha da cor preta ajuda a criar o ambiente de mistério, já que carrega consigo uma larga simbologia sobre a noite, o luto, o imaginário, as pausas e as fabulações. “Entre o sono e a vigília é estar atento a dois mundos. Boiar no ar entre velas e dormir até que uma outra espécie de realidade surja”, reflete Ian. “Nesta exposição, as pessoas são convidadas a abrir espaço para o imaginário e criar suas próprias memórias, sem limites para a linguagem ou para a permanência”, finaliza.


Serviços:


Exposição virtual “Entre o sono e a vigília”– Ian Gavião na Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura até 14 de agosto.

Visitação presencial: Terça a sexta-feira, das 10h às 19h; Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

Tour virtual no site: www.casafiatdecultura.com.br.


Informações:


(31) 3289-8900

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Foto divulgação

Véu - obra de Ian Gavião_ - exposição Entre o sono e a vigília_ - Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura